Brasil fecha Pan-Americano de Atletismo com 16 medalhas e bons resultados na pista

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O Brasil encerrou o 1º Campeonato Pan-Americano de Atletismo com 16 medalhas e uma campanha forte em Medellín, na Colômbia. A competição foi realizada entre os dias 26 e 28 de junho, no Estádio Alfonso Galvis Duque, e reuniu atletas das Américas em provas de pista, saltos, lançamentos e arremessos.

O evento teve peso importante no calendário continental porque os campeões das provas individuais garantiram vaga para os Jogos Pan-Americanos de Lima 2027, marcados para o período de 23 de julho a 8 de agosto do próximo ano. O Brasil participou com 30 atletas, sendo 15 no feminino e 15 no masculino, e terminou com 7 ouros, 5 pratas e 4 bronzes.

Eduardo Ribeiro vence os 800 m

Entre os destaques brasileiros nas corridas, Eduardo Ribeiro Moreira conquistou o ouro nos 800 m com 1min45s07. A vitória veio no último dia de disputas e reforçou a presença do Brasil também nas provas de meio-fundo, em uma competição marcada por bons resultados técnicos.

A prova foi decidida em alto nível, com diferença curta para os adversários mais próximos. O canadense Abdullahi Hassan ficou com a prata, em 1min45s17, e o venezuelano Ryan Ignaiker Lopez Parra completou o pódio, com 1min45s90.

Vitória Sena confirma fase forte nos 100 m com barreiras

Outro resultado importante veio com Vitória Sena Batista Alves, campeã dos 100 m com barreiras em 12s59, com vento dentro do permitido. A marca ficou perto do recorde brasileiro da atleta, de 12s57, e confirmou sua boa fase na temporada.

Na mesma prova, o Brasil ainda subiu novamente ao pódio com Micaela Rosa de Mello, bronze em 12s90. O desempenho reforçou a força brasileira nas barreiras curtas femininas, uma das áreas que mais chamaram atenção dentro da campanha nacional.

Ana Carolina Azevedo sobe ao pódio em três frentes

Ana Carolina Azevedo também esteve entre os nomes brasileiros mais consistentes da competição. Ela levou prata nos 100 m, com 11s18, bronze nos 200 m, com 23s10, e integrou o revezamento 4×100 m misto que conquistou a prata para o Brasil.

O revezamento teve ainda Erik Cardoso, Gabriela Mourão e Felipe Bardi. A equipe marcou 41s55 e ficou no segundo lugar, ampliando a presença brasileira no pódio em provas de velocidade.

Triplo fecha campanha com duas dobradinhas

No último dia, o salto triplo virou o grande símbolo da campanha brasileira. No feminino, Gabriele Sousa dos Santos foi campeã com 14,18 m, enquanto Regiclécia Cândido da Silva ficou com a prata, com 13,79 m.

No masculino, Almir Cunha dos Santos venceu com 17,24 m, e Elton Petronilho completou a dobradinha brasileira com a prata, ao saltar 16,53 m. O Brasil ainda teve bronze com Pedro Henrique Nunes no lançamento do dardo, com 78,96 m.

Quadro de medalhas

  1. República Dominicana — 8 ouros, 2 pratas e 2 bronzes | Total: 12
  2. Brasil — 7 ouros, 5 pratas e 4 bronzes | Total: 16
  3. Canadá — 5 ouros, 5 pratas e 3 bronzes | Total: 13
  4. Colômbia — 4 ouros, 5 pratas e 11 bronzes | Total: 20
  5. Cuba — 4 ouros, 1 prata e 0 bronze | Total: 5
  6. Equador — 3 ouros, 4 pratas e 2 bronzes | Total: 9
  7. Porto Rico — 2 ouros, 5 pratas e 5 bronzes | Total: 12
  8. México — 2 ouros, 3 pratas e 3 bronzes | Total: 8
  9. Chile — 2 ouros, 1 prata e 3 bronzes | Total: 6
  10. Argentina — 2 ouros, 1 prata e 2 bronzes | Total: 5
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