Tigst Assefa conseguiu uma das performances mais impressionantes da Maratona de Berlim 2026, mas terminou a prova com uma lesão grave. A etíope rompeu o tendão de Aquiles direito perto do km 40, completou os 42,195 km e precisou passar por cirurgia menos de 24 horas depois.
Mesmo com a lesão, Assefa venceu em 2h11min04s, terceiro melhor tempo da história da maratona feminina. A marca também representou um novo recorde pessoal, 49 segundos abaixo dos 2h11min53s que havia registrado em Berlim em 2023.
Assefa estava em ritmo de recorde mundial
A etíope passou os 30 km em 1h32min19s e continuava projetando uma chegada próxima de 2h09min36s a cinco quilômetros do fim. O recorde mundial feminino é de 2h09min56s.
Segundo sua equipe, porém, Assefa já sentia dores no Aquiles desde aproximadamente o km 31. O problema se agravou ao longo da prova até a ruptura do tendão perto do km 40, quando sua passada mudou de forma evidente.
Etíope completou os últimos quilômetros lesionada
Assefa ainda percorreu pouco mais de dois quilômetros até a chegada no Portão de Brandemburgo. Ela terminou com dificuldade e caiu após cruzar a linha, sem participar dos compromissos tradicionais reservados à campeã.
Pouco depois, a atleta foi levada em um voo particular para Munique. Na manhã seguinte, passou por uma cirurgia descrita por seus representantes como complexa e bem-sucedida.
Recuperação deve durar vários meses
A previsão inicial é que Assefa permaneça cerca de seis semanas usando muletas. Depois, poderá iniciar gradualmente atividades como caminhada e bicicleta.
O retorno à corrida é estimado em aproximadamente três meses. Uma nova maratona, porém, só deve ser considerada depois de cerca de sete meses de recuperação.











