Strava revela tempo mediano da Maratona de Londres 2026

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A Maratona de Londres 2026 entrou para a história pelo tamanho do pelotão e pelas marcas de elite. A prova, realizada em 26 de abril, teve mais de 59 mil concluintes e bateu o recorde de maior maratona do mundo em número de finalistas. Também foi a edição em que Sabastian Sawe correu 1h59min30s, tornando-se o primeiro atleta a completar oficialmente uma maratona abaixo de duas horas.

Além dos recordes na ponta, os dados publicados pelo Strava ajudam a entender como foi a prova para o pelotão amador. Mais de 60% dos concluintes registraram a atividade na plataforma, o que permitiu uma leitura ampla sobre tempos, quebras de ritmo e desempenho geral.

Tempo mediano ficou em 4h15min41s

O tempo mediano geral da Maratona de Londres 2026 foi de 4h15min41s. Entre as mulheres, a mediana ficou em 4h39min28s. Entre os homens, o índice foi de 3h59min06s, pouco abaixo da barreira das quatro horas.

O levantamento também mostrou que os millennials tiveram a melhor mediana por geração, com 4h08min. Outro dado relevante foi o número de estreantes: 37% dos corredores que subiram a atividade no Strava registraram Londres como sua primeira maratona.

Condições ajudaram a melhorar os tempos

Na comparação com 2025, os corredores foram mais rápidos em 2026. No ano anterior, a mediana feminina havia sido de 4h41min57s, enquanto a masculina ficou em 4h02min19s. A diferença pode ter relação com o clima: em 2025, a temperatura chegou a cerca de 22 °C; em 2026, o pico ficou perto de 16 °C.

Mesmo assim, a maratona seguiu cobrando seu preço. Segundo os dados, 45% dos corredores tiveram queda de ritmo de pelo menos 10% na segunda metade da prova, sinal clássico de quebra. O número foi menor que em 2025, quando o calor pesou mais.

Mulheres controlaram melhor o ritmo

Um dos pontos mais interessantes do levantamento foi a diferença de estratégia entre homens e mulheres. Os homens apareceram com maior tendência a quebrar na segunda metade, enquanto as mulheres tiveram maior presença entre os corredores que conseguiram fazer negative split.

O dado reforça uma lição importante para qualquer maratonista: na distância de 42,195 km, correr bem não depende apenas de largar forte. Controle, paciência e ritmo sustentável continuam sendo decisivos para chegar inteiro aos quilômetros finais.

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