115 g de carbo por hora: a estratégia que ajudou Sawe em Londres

Facebook
X
WhatsApp

O recorde histórico de Sabastian Sawe na Maratona de Londres 2026 não foi construído apenas no treino e no ritmo. Houve um fator decisivo ao longo dos 42 km: a nutrição em prova. Para sustentar um esforço extremo por quase duas horas, o queniano ingeriu cerca de 115 g de carboidrato por hora, um volume considerado alto até mesmo para padrões de elite.

Na prática, isso significa algo próximo de 230 g de carboidrato ao longo da prova. Esse consumo foi distribuído de forma estratégica, com ingestão frequente de bebidas energéticas e géis, garantindo reposição constante de energia sem sobrecarregar o sistema digestivo.

Por que tanto carboidrato faz diferença

Em uma maratona nesse nível, o principal limitador não é apenas o condicionamento físico, mas a disponibilidade de energia. O glicogênio muscular se esgota rapidamente quando o atleta corre próximo do limite, e é aí que entra a reposição externa.

Ao consumir grandes quantidades de carboidrato durante a prova, Sawe conseguiu manter níveis elevados de energia, reduzindo a queda de desempenho nos quilômetros finais. Além disso, esse tipo de estratégia ajuda a diminuir a percepção de esforço, permitindo sustentar ritmos muito altos por mais tempo.

Esse modelo de nutrição, conhecido como “high carb fueling”, vem sendo cada vez mais utilizado no alto rendimento e já está diretamente ligado às maiores performances recentes da maratona.

O que representam 230 g de carboidrato

Para entender o tamanho dessa ingestão, vale traduzir esse número em alimentos comuns:

  • Cerca de 6 bananas médias
  • Aproximadamente 1 lata de leite condensado
  • Em torno de 300 g de arroz cozido
  • Cerca de 5 a 6 pães franceses
  • Aproximadamente 1,5 litro de suco de laranja

Claro, durante a prova, nada disso é consumido dessa forma. A escolha por bebidas e géis facilita a absorção rápida e reduz o risco de desconforto gastrointestinal.

Nutrição virou peça-chave na maratona moderna

O desempenho de Sawe reforça uma mudança clara no esporte: correr rápido já não depende apenas de treino. A capacidade de absorver grandes quantidades de carboidrato durante o esforço virou um diferencial competitivo.

Hoje, quem busca alto desempenho precisa treinar não só o corpo, mas também a estratégia nutricional. No caso de Londres 2026, ficou evidente que o sub-2 não foi apenas uma questão de ritmo, mas também de energia disponível do início ao fim.

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Never miss any important news. Subscribe to our newsletter.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Não perca nada importante! Inscreva-se em nossa newsletter

Posts Recents

Editor's Pick