Thiago correu todas as edições da SP City — e guarda cada ano como um capítulo da sua vida de corredor

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Thiago Miguel começou a correr em 2013, por um motivo que costuma unir muita gente no esporte: saúde e mudança de vida.  Apesar de sempre ter sido ligado a atividades esportivas, ele vinha de um período mais parado e encontrou na corrida um novo ponto de equilíbrio.

O que era apenas tentativa virou rotina. Depois vieram as provas, os ciclos longos, as primeiras meias e, com o tempo, distâncias cada vez maiores. Hoje, Thiago soma cinco ultramaratonas, 11 maratonas e 45 meias maratonas. Mas, dentro dessa trajetória, existe uma prova que funciona quase como uma linha do tempo da própria evolução dele na corrida: a SP City.

“A SP City está no meu coração.” A frase resume uma relação construída ano após ano, passando por estreia, sofrimento, melhora de performance, mudança de distância e até um retorno dramático aos 42 km. A prova esteve presente em praticamente todas as fases da vida dele como corredor.

SP City 2016: a primeira maratona e o aprendizado no sofrimento

A estreia nos 42 km aconteceu justamente na primeira edição da prova. Thiago encarou a preparação praticamente sozinho, buscando dicas com amigos mais experientes e tentando entender a maratona no improviso. Hoje, olhando para trás, ele vê aquele processo como um erro importante. “Maratona é coisa séria, não dá pra se aventurar assim, sem suporte.”

O impacto apareceu durante a prova. “Sofri muito pra completar, tive câimbras, andei em alguns momentos.” Ainda assim, cruzar a linha de chegada teve peso suficiente para virar tatuagem. “Inclusive tenho a tatuagem da medalha no meu braço.” O sofrimento da estreia não afastou Thiago da distância. Pelo contrário: criou um vínculo ainda mais forte com a SP City.

SP City 2017: mais experiência e 20 minutos mais rápido

No ano seguinte, a diferença começou no treinamento. Thiago passou a contar com acompanhamento de assessoria, e a mudança no ciclo trouxe outro tipo de segurança para encarar os 42 km. “Fiz um ciclo acompanhado de uma assessoria, o que fez uma diferença enorme.” O resultado veio no relógio. “Baixei mais de 20 minutos em relação à estreia.” Até hoje, aquela edição segue como a melhor marca dele na maratona. Mais do que o tempo em si, 2017 consolidou a sensação de evolução real dentro da distância.

SP City 2018: menos pressão, mais experiência

Depois da estreia difícil e da melhora expressiva em 2017, Thiago chegou à edição de 2018 com outra leitura da prova. “Fiz a terceira edição sem muitas expectativas, mas treinado.” O percurso já era conhecido e justamente por isso passou a ser valorizado de outra maneira. “Já com uma certa experiência no percurso, que é desafiador, o que torna a prova ainda mais especial.” Para ele, parte da identidade da SP City está exatamente nas dificuldades do trajeto, que exigem estratégia e controle de ritmo do começo ao fim.

SP City 2019: a mudança para os 21 km

Em 2019, Thiago resolveu trocar os 42 km pela meia maratona. “Resolvi fazer a meia maratona, e foi incrível também.” A mudança de distância não diminuiu a conexão com a prova, apenas ofereceu uma experiência diferente dentro do mesmo ambiente. Ele lembra que, naquela edição, não passou pela USP, trecho tradicional da maratona completa, mas aproveitou o restante do percurso até a chegada no Jóquei. “Aproveitei cada km até o Jóquei.”

SP City 2022: o retorno pós-pandemia

Depois da pausa causada pela pandemia, a SP City voltou em 2022 e Thiago manteve a escolha pelos 21 km. O foco daquela edição foi correr e aproveitar a atmosfera da prova. “Me lembro de ter feito uma prova consistente, podendo aproveitar a energia da prova que é realmente diferente.” A fala mostra um Thiago mais maduro na relação com a corrida, menos preso apenas à performance e mais atento à experiência completa da prova.

SP City 2023: o convite de última hora

A participação em 2023 nem estava nos planos. Thiago conta que surgiu um convite especial de última hora, daqueles difíceis de recusar. “Sem dúvidas a melhor decisão possível.” Mais uma vez nos 21 km, ele reforçou a sensação de pertencimento que a SP City passou a ter dentro da rotina anual de corrida.

SP City 2024: a meia favorita

Em 2024, Thiago voltou novamente para os 21 km, distância que hoje considera sua favorita. E a escolha ganha ainda mais significado dentro da SP City. “Na SP City ganha mais força pela beleza do percurso e da energia que a prova tem.” A relação com a meia maratona aparece muito ligada ao prazer de correr bem e conseguir absorver o ambiente da prova sem o desgaste extremo dos 42 km.

SP City 2025: o retorno à maratona e o “dia épico”

Depois de alguns anos focado nos 21 km, Thiago voltou para a maratona em 2025. “Foi minha décima maratona e sem dúvidas a mais desafiadora.” O plano fazia parte de objetivos maiores dentro do calendário do ano. Durante a prova, porém, o relógio começou a falhar, mostrando ritmos errados. Thiago acabou acelerando além do necessário por causa do desajuste. “Acabei forçando o ritmo.” O preço veio depois do km 32. “As câimbras me tiraram do eixo.”

Ele diz que completou a prova sentindo dores que nunca tinha experimentado antes. Ainda assim, guarda daquela edição uma das lembranças mais fortes da relação com a SP City. “O ponto alto foi o apoio da galera nos últimos km.” Para ele, o ambiente da prova ajudou a sustentar a chegada. “Energia que só a SP City pode nos transmitir.” No fim, o sofrimento virou memória, como já tinha acontecido em 2016. “Foi um dia épico, ou melhor, mais um dia épico de SP City.”

SP City 2026: correr forte e continuar se divertindo

Thiago quer voltar mais uma vez neste ano, agora novamente nos 21 km. O objetivo é simples e direto: correr forte, sem sustos e aproveitando o percurso. Ele também demonstra curiosidade pela nova fase da prova com a Nike como patrocinadora principal. “Isso com certeza vai ser a cereja desse delicioso bolo chamado SP City Marathon.”

Depois de tantos anos correndo, Thiago fala da corrida de um jeito mais leve e equilibrado. “Gosto de me desafiar, de performar, mas consigo lidar muito bem com a diversão em si.” Ele também observa como muita gente acaba se afastando do esporte por excesso de comparação e pressão externa. “Vi muitos amigos que corriam muito bem desistirem.”

Por isso, hoje, o que mais faz sentido para ele é algo mais simples. “Eu vou na contramão disso, gosto de ver gente feliz correndo.” E talvez seja justamente isso que explique a relação tão duradoura dele com a SP City: não apenas os tempos, mas tudo o que a prova acumulou ao longo do caminho.

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