Marcos Roberto Montrazi já acumulava cerca de três anos na corrida quando recebeu um convite que mudaria sua trajetória no esporte. Até aquele momento, completar os 42,195 km ainda parecia um objetivo distante. A estreia, porém, foi antecipada por um amigo da equipe, que enxergou nele potencial para encarar a SP City Marathon de 2025.
“Eu não sonhava em fazer os 42 km naquele momento. Então, fui escolhido por um amigo da equipe para encarar essa prova. Ele disse que eu tinha potencial suficiente e, a partir daí, comecei a preparação”, relembra.
Uma estreia construída durante os treinos

Depois de aceitar o desafio, Marcos mergulhou no ciclo de preparação. A dedicação permitiu que ele cumprisse praticamente toda a planilha e chegasse à largada confiante no trabalho realizado. Mesmo assim, sabia que a maratona exigia cautela e poderia apresentar dificuldades que nenhum treino reproduz por completo.
“Cheguei bem preparado. Fiz todo o ciclo de treinos com bastante dedicação e consegui cumprir praticamente toda a planilha. Mesmo assim, a maratona é uma prova que sempre surpreende”, conta.
A estratégia foi controlar o entusiasmo dos primeiros quilômetros, evitar excessos e repetir aquilo que havia sido treinado. Marcos correu respeitando a distância, sem tentar antecipar o resultado ou acelerar antes da hora. “Procurei correr com respeito à distância e sem exagerar no início. Fiz exatamente o que treinei e o que havia me proposto”, afirma.
O sub-3 na primeira maratona

Durante a prova, o planejamento funcionou. “Consegui manter o ritmo planejado, aproveitei bastante o apoio do público e a organização nos pontos de hidratação. Foi uma experiência emocionante do começo ao fim”, diz.
A emoção aumentou quando ele entrou na reta final e percebeu que estava prestes a concluir sua primeira maratona. O relógio confirmou um resultado expressivo: 2h59min, abaixo da simbólica barreira das três horas. “Cruzei a linha de chegada em 2h59min, o tão esperado sub-3. Isso tornou o momento ainda mais marcante”, destaca.
O retorno à prova que iniciou sua história nos 42 km

Marcos estará novamente na SP City em 2026. Agora mais experiente, ele pretende melhorar a marca, mas também reencontrar o ambiente que tornou sua estreia inesquecível.
“A SP City sempre vai ter um significado especial para mim, porque foi onde antecipei a realização de um dos maiores sonhos que eu tinha como corredor”, afirma. “Meu objetivo agora é buscar uma evolução no tempo, mas também reviver a energia dessa prova que marcou o início da minha história nas maratonas.”
A conquista também fortaleceu sua relação com o esporte. Em 18 de junho, Marcos completou mais um ano dentro da corrida, modalidade que deixou de ser apenas uma prática esportiva e se transformou em parte importante de sua vida.

















