Cidinha começou a correr em fevereiro de 2016, em Fortaleza, movida por um objetivo simples e muito comum entre corredores iniciantes: perder peso. Na época, ela pesava 75 kg e sentia que precisava mudar a rotina. Com 1,51 m de altura, via a corrida como um caminho possível para recuperar saúde, disposição e autoestima.
O que começou como uma tentativa de emagrecimento logo virou algo maior. Ainda no primeiro ano, Cidinha encarou uma prova de 21 km. A distância, que assusta muitos iniciantes, acabou se tornando uma espécie de ponto de virada. “Minha prova preferida, minha distância preferida é vinte e um quilômetros”, resumiu.
O sonho da maratona nasceu antes da estreia
Depois da primeira meia maratona, Cidinha foi amadurecendo como corredora. Passou a entender melhor o próprio corpo, a sentir prazer nos treinos e a enxergar a corrida não apenas como atividade física, mas como parte importante da vida.
Com o tempo, surgiu também o sonho da maratona. Ela já sabia, porém, que não queria transformar esse desejo em improviso. Na cabeça dela, completar os 42 km exigia preparação, ciclo específico e respeito à distância. Até então, Cidinha sempre havia corrido por conta própria, sem assessoria ou treinador.
A pandemia, no entanto, adiou esse plano. O sonho da primeira maratona ficou guardado por alguns anos, esperando o momento certo para sair do papel…
A escolha pela SP City

Quando a pandemia passou, Cidinha começou a pesquisar onde faria sua estreia nos 42 km. Em Fortaleza, segundo ela, ainda não havia uma maratona que despertasse nela a vontade de estrear em casa. A ideia era viver a primeira maratona fora, em uma cidade grande, em uma prova que transmitisse segurança e boas referências.
As opções passaram por Floripa, Porto Alegre e São Paulo. Mas a SP City já acompanhava Cidinha havia algum tempo. Desde 2021 ou 2022, ela seguia a prova pelas redes sociais e via comentários positivos sobre organização, percurso e experiência dos corredores.
Foi no início de 2025 que a decisão ganhou forma. Primeiro, ela comprou a passagem para São Paulo, ainda como um teste para ver se tudo daria certo. Quando deu, veio a inscrição. Depois, pela primeira vez, procurou um treinador para conduzir a preparação.
Essa decisão marcou uma mudança importante na trajetória dela. A corredora que treinava sozinha passou a seguir um ciclo de quatro meses com um objetivo claro: chegar bem à maratona. Mas sem transformar a estreia em uma obsessão por tempo. “Eu corro por esporte. Eu corro por amor. Eu não tenho esse negócio de de bater RP”, explicou.
Quatro meses de ciclo para chegar aos 42 km
Ao conversar com o treinador, Cidinha deixou claro o que queria da SP City. O primeiro objetivo era completar a maratona correndo bem, sem quebrar. O segundo era terminar em 4h30, tempo que ela considerava ideal para sua estreia. Ela não entrou na preparação preocupada com cada detalhe do percurso, com ladeiras ou até com o clima no dia da prova. A prioridade era cumprir o ciclo, chegar inteira à largada e viver a experiência da melhor forma possível.
Essa forma de encarar a maratona diz muito sobre a relação de Cidinha com a corrida. Para ela, a prova não era apenas uma marca no relógio. Era a realização de um sonho adiado, construído aos poucos desde a época em que a corrida entrou na vida como ferramenta de mudança.
A primeira maratona e o encontro com São Paulo

Na SP City, Cidinha encontrou exatamente o que procurava. A entrega de kits, a hidratação, o percurso e a experiência geral da prova ficaram marcados para ela. A estreia nos 42 km também teve um elemento especial: foi a primeira vez que ela conheceu São Paulo de uma maneira diferente, correndo por ruas, avenidas e pontos simbólicos da cidade.
“Eu escolhi a prova certa pra fazer a minha primeira maratona”, disse. Para Cidinha, participar da SP City foi uma experiência difícil de resumir. “Foi uma prova incrível do início ao fim”, contou.
O objetivo também foi cumprido. Depois de quatro meses de preparação, ela completou a maratona em 4h30, exatamente o tempo que queria fazer. Mais do que o resultado, ficou a sensação de missão cumprida e de ter escolhido o cenário certo para a estreia.
SP City está no coração
Cidinha saiu da SP City com a certeza de que recomendaria a prova a outros corredores. “Eu indico com certeza a qualquer amigo meu que queira fazer uma maratona.” Para quem começou em 2016 tentando perder peso, cruzar a linha de chegada em São Paulo foi muito mais do que terminar 42 km. Foi fechar um ciclo que levou quase uma década para acontecer.

















