O Tribunal Arbitral do Desporto anunciou a redução da suspensão aplicada a Rhonex Kipruto, de seis para cinco anos, em razão de irregularidades identificadas no seu Passaporte Biológico de Atleta. A punição segue válida a partir de maio de 2023 e termina agora em maio de 2028. Com isso, o queniano poderá voltar a competir oficialmente aos 29 anos.
Apesar do corte na duração da sanção, a decisão mantém um ponto central: todos os resultados obtidos entre 2 de setembro de 2018 e 11 de maio de 2023 seguem anulados.
Recorde mundial dos 10 km deixa de existir
Entre os resultados invalidados está o recorde mundial dos 10 quilômetros em estrada, 26:24, registrado por Kipruto em Valência, em 2020. A marca havia se tornado referência histórica da distância e ajudou a consolidar o queniano como um dos grandes nomes da geração.
Também foi anulado o quarto lugar conquistado na Meia Maratona de Lisboa, em 2023, reforçando o alcance retroativo da punição.
Kejelcha deve assumir oficialmente o topo
Com a decisão mantida, a tendência é que a World Athletics oficialize Yomif Kejelcha como novo recordista mundial dos 10 km em estrada. O etíope correu 26:31 em Castellón, tempo que passa a ser o melhor já registrado na história da prova após a desqualificação de Kipruto.
O caso volta a colocar o Passaporte Biológico no centro do debate do atletismo mundial. Mesmo sem um teste positivo tradicional, variações consideradas anormais ao longo do tempo foram suficientes para sustentar a punição. No cenário da corrida de rua, a mudança altera o topo da história dos 10 km e redefine a referência global da distância.











