Rino começou a correr antes da corrida virar aplicativo, planilha e relógio com GPS. A primeira lembrança competitiva vem de 1974, quando tinha 15 anos e participou de uma prova no Colégio Arquidiocesano, em São Paulo, durante as comemorações do dia do padre Marcellin Champagnat. Ficou em segundo lugar.
Na época ele já jogava campeonatos de tênis e usava a corrida como preparação física, mas ali percebeu que aquele esforço individual também tinha identidade própria. Assim, da escola, a corrida seguiu para a faculdade. Ele competia nas provas de 1.500 e 3.000 metros, mantendo o esporte como parte da rotina. Depois vieram as corridas organizadas pela Corpore no Ibirapuera, que mais tarde migraram para as ruas da cidade.
Ao longo das décadas, viu o ambiente mudar, as provas crescerem e a cultura da corrida se transformar. O que não mudou foi a presença constante do treino na agenda. Hoje, mais de meio século depois, ele continua correndo com regularidade — mas com escolhas bem definidas.
“O máximo que corro são 21 km, não sou muito disciplinado com alimentação e sono! Não me arrisco em distâncias maiores!”. A meia maratona virou limite consciente e confortável. Não por incapacidade, mas por coerência com o estilo de vida que construiu. E é assim que a SP City entra em sua vida.
SP City 2023: a meia como medida certa

A SP City entrou na história recente de Rino como uma prova que reúne exatamente o que ele gosta na corrida. Ele estreou na meia maratona em 2023, já decidido sobre a distância. “Corro os 21 Km a distância ideal! Adoro!”. A frase resume bem a relação que ele mantém com o esporte: intensidade suficiente para desafiar, mas sem extrapolar.
O percurso é parte central desse encantamento. Ele descreve a experiência quase como quem revisita mentalmente cada trecho: “O percurso é sensacional. Largada cedinho no Pacaembu, centro velho com as bandas, subida da 23 e túneis! Nossa!”. A narrativa passa menos pelo tempo de prova e mais pela vivência do trajeto.
Na preparação para 2023, Rino passou a compartilhar treinos no Instagram. A rotina matinal no Ibirapuera ganhou público. “Quando fui correr em 2023 fiz uma preparação para a prova e sempre mostrando no Instagram os treinos, o que me deu bastante repercussão!”. A corrida, que por décadas foi prática pessoal, virou também espaço de troca.
SP City 2025: repetir para consolidar

Em 2025, voltou para os 21 km. A escolha confirmou que a SP City já tinha se tornado fixa no calendário. “Gosto demais da SP City”. A segunda participação teve um episódio curioso. No esforço de registrar tudo, ele exagerou nos vídeos e registros ao longo do fim de semana da prova. “Ano passado de tanto gravar cheguei sem memória no celular! Kkk”.
A rotina que sustenta a constância
A base da preparação de Rino é simples e previsível — e talvez esteja aí a força dela. “Treino no Ibirapuera de terça e quinta feira às 6:30hs”. O horário fixo transforma o treino em compromisso. Aos sábados, ele volta ao parque um pouco mais tarde, mantendo o padrão semanal que sustenta a regularidade há anos.
Nos domingos, alterna entre provas e mais quilômetros no próprio Ibira. Em 2026, pretende participar de cerca de 12 corridas ao longo do ano, sempre respeitando o limite dos 21 km. A lógica é continuidade, não excesso.
A corrida também divide espaço com outras práticas. Ele joga squash há mais de 30 anos e se diverte no beach tennis e no pickleball com amigos. O esporte, para ele, sempre esteve ligado ao movimento constante e ao convívio — e essa combinação ajuda a explicar por que nunca parou.
SP City 2026: mais uma para a conta!
Rino já está confirmado para mais uma edição da SP City este ano. Ao olhar para a própria trajetória, ele não fala em maratonas nem em metas de tempo agressivas. A meia maratona segue como ponto de equilíbrio. O percurso que passa pelo Pacaembu, pelo centro velho e pela subida da 23 de Maio encaixa no que ele procura: desafio na medida certa e experiência completa.
Da prova escolar em 1974 às largadas recentes na SP City, a linha que conecta os pontos é a constância. Sem corrida contra o tempo, sem mudança brusca de rumo. Apenas décadas de presença contínua no asfalto — sempre nos 21 quilômetros que ele considera ideais.

















