Campeão da Maratona de Nova York é suspenso provisoriamente por doping

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O atletismo de elite voltou a ser abalado por um novo caso de doping envolvendo um nome de peso das maratonas. O queniano Albert Korir, campeão da Maratona de Nova York em 2021, foi suspenso provisoriamente após um teste positivo para uma substância proibida, segundo comunicado divulgado nesta semana.

A suspensão ainda não é definitiva, mas impede o atleta de competir enquanto o caso segue em análise pelas autoridades responsáveis pela integridade do esporte.

Substância detectada e possíveis efeitos

De acordo com as informações oficiais, o exame apontou o uso de CERA, uma forma sintética de EPO. A substância estimula a produção de glóbulos vermelhos, o que pode aumentar a capacidade de transporte de oxigênio no sangue e favorecer o desempenho em provas de resistência, como a maratona.

Esse tipo de substância é proibido por oferecer uma vantagem direta em modalidades de longa duração, nas quais a eficiência aeróbica é decisiva.

Histórico recente nas grandes maratonas

Korir é presença constante entre os principais nomes das World Marathon Majors, especialmente na Maratona de Nova York. Além da vitória em 2021, o queniano subiu ao pódio da prova em outras quatro edições recentes e acumulou resultados expressivos também na Maratona de Boston.

Seu melhor tempo pessoal na distância é 2h06min57s, marca registrada justamente em Nova York, reforçando o peso esportivo do caso.

Processo ainda em andamento

A suspensão anunciada é provisória, o que significa que o atleta tem o direito de contestar o resultado antes de qualquer punição definitiva. Ainda não está claro se resultados recentes poderão ser anulados, algo que só será definido após a conclusão do processo disciplinar conduzido pela Athletics Integrity Unit.

Contexto mais amplo no atletismo

O caso de Korir se soma a uma sequência de suspensões envolvendo atletas do Quênia nos últimos anos, reacendendo o debate sobre controle antidoping no país. Em levantamentos recentes, o Quênia aparece entre as nações com maior número de atletas atualmente punidos por violações das regras internacionais, segundo dados vinculados à World Anti-Doping Agency.

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