A World Athletics decidiu não homologar o tempo de 56min42s obtido por Jacob Kiplimo na meia-maratona de Barcelona. A marca, que havia quebrado a histórica barreira dos 57 minutos, foi considerada irregular por violar regras técnicas relacionadas a assistência externa durante a prova.
A decisão frustra a expectativa de reconhecimento oficial de uma das performances mais impactantes da história recente das corridas de rua.
O que motivou a decisão da entidade
A análise da federação teve como base imagens da transmissão oficial da prova. Elas mostram Kiplimo correndo grande parte do percurso a cerca de 10 a 15 metros atrás do carro-guia. Pelas regras atuais, atletas não podem receber auxílio de qualquer pessoa ou veículo que não esteja competindo na mesma corrida, nem de dispositivos externos além dos vestíveis autorizados.
A World Athletics entendeu que a proximidade com o carro configurou assistência ilegal de ritmo, mesmo sem contato físico direto.
Uma brecha no regulamento exposta
O caso chamou atenção por revelar uma lacuna nas regras. O regulamento proíbe ajuda de veículos, mas não define uma distância mínima clara entre o carro-guia e os atletas. Essa ambiguidade teria sido explorada na organização da prova, mas acabou pesando contra a ratificação do recorde.
Além disso, houve questionamentos sobre possível violação de normas que vetam qualquer tipo de orientação externa durante a corrida.
Quem segue como recordista mundial
Com a rejeição do tempo de Kiplimo, o recorde mundial segue pertencendo ao etíope Yomif Kejelcha, autor dos 57min30s registrados na Valencia Half Marathon, em 2024.
Rivalidade continua nas grandes maratonas
Apesar da decisão, o confronto esportivo segue aberto. Kiplimo e Kejelcha estão confirmados no elenco de elite da TCS London Marathon, em abril de 2026, onde não há margem para interpretação: só vale o que o atleta entrega, passo a passo, no asfalto.











