A Corrida Internacional de São Silvestre segue como o maior símbolo da corrida de rua no Brasil e um dos eventos mais tradicionais do atletismo mundial. Depois de uma edição histórica que marcou o centenário da prova, os números ajudam a dimensionar a força do evento que encerra o ano esportivo e projeta tendências para a temporada seguinte.
Mais do que uma corrida, a São Silvestre se consolida como um retrato da evolução do esporte, da diversidade do público e da complexa operação necessária para colocar dezenas de milhares de pessoas nas ruas de São Paulo no dia 31 de dezembro.
Antes de entrar nos detalhes logísticos, os dados de participação mostram como o perfil do corredor mudou nos últimos anos e como a prova acompanha essa transformação.
Os principais números de participação da São Silvestre
- Cerca de 55 mil corredores inscritos, reforçando a posição da prova como a maior corrida de rua da América Latina
- 25.861 mulheres, representando 47,02% do total de participantes, o maior percentual feminino da história da prova
- Corredores vindos de 1.942 cidades brasileiras, um crescimento de 26% em relação ao ano anterior
- Presença internacional de aproximadamente 4.600 atletas estrangeiros, representando 39 países
Esses números mostram uma São Silvestre cada vez mais diversa, equilibrada e democrática. O crescimento da participação feminina, em especial, confirma uma tendência observada em todo o calendário de corridas de rua no Brasil.
Além do perfil dos atletas, a dimensão do evento também aparece na estrutura necessária para garantir segurança, atendimento e fluidez ao longo dos 15 km pelas ruas da capital paulista.
Uma megaoperação para colocar a prova na rua
- Aproximadamente 2.200 profissionais mobilizados, entre equipes de montagem, organização e apoio
- Reforço de 800 agentes de segurança, mais que o dobro do efetivo da edição anterior
- Estrutura médica com 35 ambulâncias e cerca de 100 profissionais de saúde distribuídos ao longo do percurso
- Distribuição estimada de 730 mil copos de água durante a prova
- Público de aproximadamente 28 mil espectadores acompanhando a corrida nas ruas
Essa operação reforça o caráter urbano e popular da São Silvestre, que transforma a cidade em um grande palco esportivo no último dia do ano.
O simbolismo da edição também se refletiu nos detalhes. A medalha comemorativa, com acabamento especial, foi criada para marcar o centenário e reforçar a ligação histórica da prova com São Paulo e com a Avenida Paulista, ponto central do percurso.
Um evento que fecha o ano e aponta o futuro
Os números da São Silvestre mostram mais do que grandeza. Eles indicam um esporte em crescimento, com maior participação feminina, presença internacional consistente e alcance nacional cada vez maior. Ao mesmo tempo, evidenciam o desafio logístico de manter uma prova dessa dimensão segura e organizada.
Às portas de 2026, a São Silvestre segue cumprindo seu papel: fechar o ano da corrida de rua em clima de celebração e abrir caminho para uma nova temporada, com mais gente correndo, ocupando as ruas e fazendo parte dessa história centenária.











