O fundista queniano Benard Kibet Koech, finalista olímpico dos 10.000 m em Paris-2024, foi suspenso por quatro anos após irregularidades detectadas em seu Passaporte Biológico do Atleta (ABP). A punição foi aplicada pela Athletics Integrity Unit (AIU), órgão responsável pelo controle de integridade no atletismo mundial.
Além da suspensão, os resultados obtidos pelo atleta entre junho de 2024 e junho de 2025 foram anulados, incluindo a quinta colocação nos Jogos Olímpicos de Paris, quando completou a prova dos 10.000 m em 26min43s.
Alterações sanguíneas motivaram a punição
De acordo com a AIU, análises do passaporte biológico apontaram elevação significativa dos níveis de hemoglobina em amostras coletadas ao longo de 2024, especialmente no período próximo às seletivas olímpicas do Quênia e aos Jogos de Paris. Ao todo, o atleta foi submetido a 23 testes nos últimos cinco anos.
Os dados foram avaliados por um painel independente de especialistas, que concluiu que as variações observadas não eram compatíveis com flutuações fisiológicas normais, indicando alta probabilidade de dopagem sanguínea.
Defesa não foi aceita pelos especialistas
A defesa do atleta argumentou que as alterações poderiam estar relacionadas a uma combinação de infecção por Covid-19, suplementação oral de ferro e treinamento em altitude. As explicações, no entanto, foram rejeitadas pelo painel técnico, que considerou os padrões apresentados incompatíveis com essas causas isoladas.
Caso reforça cenário crítico no atletismo queniano
Antes da suspensão provisória, aplicada em junho de 2025, Kibet figurava entre os principais fundistas do mundo, ocupando posição de destaque no ranking internacional dos 10.000 m e sendo detentor do recorde mundial dos 10 milhas.
O caso se soma a uma longa lista de atletas quenianos punidos por infrações antidoping. Atualmente, mais de 150 atletas do país constam na lista global de inelegíveis mantida pela AIU, evidenciando a dimensão do problema no atletismo de elite do Quênia.











