A maratona vive uma era de transformação. Em pouco mais de uma década, os recordes caíram em sequência, impulsionados pela ciência do treino, tênis com placa de carbono e uma geração de atletas que redefiniu os limites da resistência. Hoje, correr abaixo de 2h03 deixou de ser sonho distante para se tornar o novo padrão de excelência.
O domínio queniano e a marca histórica de Kiptum
O queniano Kelvin Kiptum continua sendo o nome a ser batido. Em Chicago 2023, ele completou os 42,195 km em 2h00min35s, o recorde mundial vigente — ritmo médio de 2min52/km. Antes dele, Eliud Kipchoge, lenda viva do atletismo, havia marcado 2h01min09s em Berlim 2022.
Veja o ranking atual dos 10 maratonistas mais rápidos da história (cursos homologados):
- Kelvin Kiptum (Quênia) — 2h00min35s, Chicago 2023
- Eliud Kipchoge (Quênia) — 2h01min09s, Berlim 2022
- Kenenisa Bekele (Etiópia) — 2h01min41s, Berlim 2019
- Sisay Lemma (Etiópia) — 2h01min48s, Valência 2023
- Sabastian Sawe (Quênia) — 2h02min05s, Valência 2024
- Benson Kipruto (Quênia) — 2h02min16s, Tóquio 2024
- Jacob Kiplimo (Uganda) — 2h02min23s, Chicago 2025
- John Korir (Quênia) — 2h02min24s, Valência 2025
- Deresa Geleta (Etiópia) — 2h02min38s, Valência 2024
- Birhanu Legese (Etiópia) — 2h02min48s, Berlim 2019
Mulheres em ritmo recorde
No feminino, o salto é igualmente impressionante. A queniana Ruth Chepngetich quebrou a barreira das 2h10 em Chicago 2024, registrando 2h09min56s, tempo inédito na história. A etíope Tigist Assefa, dona do antigo recorde mundial, correu 2h11min53s em Berlim 2023.
As dez mulheres mais rápidas da história:
- Ruth Chepngetich (Quênia) — 2h09min56s, Chicago 2024
- Tigist Assefa (Etiópia) — 2h11min53s, Berlim 2023
- Sifan Hassan (Holanda) — 2h13min44s, Chicago 2023
- Joyciline Jepkosgei (Quênia) — 2h14min00s, Valência 2025
- Brigid Kosgei (Quênia) — 2h14min04s, Chicago 2019
- Peres Jepchirchir (Quênia) — 2h14min43s, Valência 2025
- Hawi Feysa (Etiópia) — 2h14min56s, Chicago 2025
- Amane Beriso (Etiópia) — 2h14min58s, Valência 2022
- Paula Radcliffe (Grã-Bretanha) — 2h15min25s, Londres 2003
- Worknesh Degefa (Etiópia) — 2h15min51s, Valência 2023
O futuro do sub-2
Desde 1988, o recorde masculino caiu mais de seis minutos, e o feminino, mais de onze. A soma de avanços tecnológicos, treinos precisos e estratégia de ritmo milimétrica levou a maratona a outro patamar.
Com o nível atual e a chegada de novas gerações de atletas africanos e europeus, o sonho do sub-2 oficial está cada vez mais próximo. E quando acontecer, não será um ponto final — mas o início de uma nova era na corrida de rua mundial.











