Barkley Marathons termina sem finalistas pelo segundo ano seguido

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A edição de 2026 da Barkley Marathons confirmou, mais uma vez, o status de prova mais imprevisível e implacável do trail mundial. Pelo segundo ano consecutivo, nenhum atleta conseguiu completar as cinco voltas exigidas dentro do limite de 60 horas no desafiador percurso do Frozen Head State Park, no Tennessee, Estados Unidos.

O clima foi determinante. Neblina densa, chuva persistente e temperaturas baixas transformaram trilhas já técnicas em um verdadeiro labirinto de lama. O resultado foi histórico: apenas 12 dos cerca de 40 largadores conseguiram completar ao menos uma volta completa, o menor número registrado em quatro décadas de prova.

Clima severo e abandono nas voltas decisivas

A prova começou às 6h da manhã de sábado, no início mais cedo já registrado na história do evento. A largada antecipada pegou muitos de surpresa e marcou o tom da edição. Ao longo da noite, a chuva intensificou a dificuldade do terreno, aumentando o desgaste físico e mental dos competidores.

Os últimos atletas ainda em prova foram o francês Sébastien Raichon e o britânico Damian Hall. Raichon completou três voltas em 38 horas, mas ultrapassou o limite de 36 horas necessário para iniciar a quarta, sendo creditado apenas com a chamada “Fun Run”. Hall retornou do terceiro giro sem todas as páginas obrigatórias coletadas pelo percurso, encerrando oficialmente sua participação.

Outros nomes experientes também sucumbiram às condições extremas. Relatos indicam improvisos para tentar driblar a lama e a umidade, inclusive corredores adaptando equipamentos no meio da madrugada.

Uma prova que desafia limites e lógica

A Barkley Marathons é composta por cinco voltas de mais de 20 milhas cada, totalizando aproximadamente 192 quilômetros, com altimetria acumulada significativa. O percurso varia a cada ano e não conta com marcação tradicional nem GPS. Os atletas recebem apenas um relógio ajustado para o tempo oficial da prova.

Outro desafio está na dinâmica peculiar: ao longo do trajeto, é preciso encontrar livros escondidos e retirar a página correspondente ao número do peito. A ausência de uma dessas páginas resulta em desclassificação imediata. Não há postos de hidratação convencionais, e o apoio externo só é permitido no acampamento principal entre as voltas — com o relógio correndo.

A edição de 2026 reforça o que a Barkley representa: não é apenas uma ultramaratona, mas um teste extremo de navegação, resistência e estratégia. E, mais uma vez, a montanha saiu vencedora.

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