A temporada de 2026 pode marcar um novo capítulo na história da maratona. Com tempos cada vez mais próximos da barreira das duas horas no masculino, cresce a expectativa de que o recorde mundial seja finalmente quebrado — e mais de uma vez ao longo do ano.
Depois de um 2025 já extremamente veloz, mesmo com condições climáticas desfavoráveis em provas importantes, o cenário atual reúne atletas mais experientes, estratégias mais agressivas e um calendário com provas conhecidas por favorecer grandes marcas.
Elite masculina se aproxima do limite histórico
Os principais nomes da elite chegam em 2026 com um padrão claro: capacidade de correr forte tanto na primeira quanto na segunda metade da prova. Em várias maratonas recentes, atletas passaram a meia na casa de 1h00, mas acabaram perdendo rendimento na parte final, muitas vezes por conta do calor.
A tendência agora é o ajuste fino. Com mais experiência e condições climáticas favoráveis, a expectativa é ver corridas mais equilibradas, o que pode levar a marcas próximas de 2h00 ou até abaixo disso em provas como Berlim, Chicago e Valência.
Entre os fatores que sustentam esse otimismo estão:
- Evolução na estratégia de prova, com splits mais consistentes
- Maior profundidade no nível da elite, com vários atletas próximos do topo
- Percursos rápidos e já conhecidos por favorecer recordes
Novos nomes e estreias aumentam a imprevisibilidade
Outro ponto que movimenta a temporada é a chegada de atletas do meio-fundo e da meia maratona migrando para os 42 km. Esse perfil tem mostrado grande potencial de adaptação, com estreias já em nível histórico.
A possibilidade de recordes em estreias também entra no radar, especialmente em provas rápidas e com ritmo controlado desde o início. Isso aumenta ainda mais a imprevisibilidade e o potencial de performances fora da curva.
Feminino deve evoluir, mas recorde é menos provável
No cenário feminino, a expectativa é de evolução consistente, com mais atletas correndo abaixo de 2h15 e tempos cada vez mais próximos entre si. No entanto, a quebra do recorde mundial ainda parece menos provável no curto prazo.
Ainda assim, grandes provas devem apresentar disputas fortes e marcas relevantes, com possibilidade de novos recordes específicos de prova e avanços importantes no nível geral da elite.
Um ano para ficar de olho
Se as condições climáticas colaborarem e o ritmo das provas for bem controlado, 2026 tem tudo para ser um dos anos mais rápidos da história da maratona. Mais do que um recorde isolado, o que se desenha é um salto coletivo de performance, aproximando o esporte de limites que até pouco tempo pareciam inalcançáveis.











