Recorde mundial feminino das 100 milhas é quebrado nos EUA

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

O ultramaratonismo feminino ganhou um novo capítulo neste fim de semana. A norte-americana Ashley Paulson completou 100 milhas em 12h19min34s no Jackpot 100 Mile, em Nevada, estabelecendo a melhor marca feminina da história na distância — resultado que ainda aguarda homologação oficial pela Associação Internacional de Ultramaratonas.

A prova também serviu como Campeonato Nacional dos Estados Unidos da distância e foi realizada em circuito certificado, condição essencial para que o tempo seja reconhecido como recorde mundial.

Ritmo agressivo e estratégia calculada

Para superar a marca anterior, estabelecida apenas três meses antes, Paulson precisava manter média próxima de 4min42s por quilômetro ao longo dos 160,9 km. Ela optou por uma estratégia ousada: passou a primeira parte da prova acima do ritmo necessário, criando uma margem para lidar com o desgaste inevitável na segunda metade.

O Jackpot 100 Mile acontece em um circuito asfaltado de 1,91 km, o que transforma a corrida em um teste mental além do físico. Com voltas repetidas por horas, o desafio não está apenas no ritmo, mas na capacidade de administrar fadiga, dor muscular e concentração.

Na parte final, a prova virou um exercício de controle. Mais do que acelerar, era proteger o tempo já construído.

De provas extremas ao recorde mundial

Paulson já era nome conhecido no cenário das ultras. Ex-triatleta profissional, ela construiu reputação em provas de altíssima exigência, incluindo vitórias em distâncias superiores a 200 milhas e conquistas marcantes na Badwater 135, uma das corridas mais duras do planeta.

A nova marca nas 100 milhas consolida sua trajetória recente no ultrarunning e a coloca no topo histórico da distância.

Talento e polêmicas no currículo

A carreira da atleta também passou por momentos controversos no passado, incluindo uma suspensão de seis meses no triatlo por violação de regra antidoping em 2016. Em outras ocasiões, performances suas foram alvo de questionamentos, mas análises posteriores de dados e arquivos de GPS não apontaram irregularidades.

Dentro das quatro linhas — ou melhor, das centenas de voltas no asfalto — o que ficou foi o tempo no relógio. Se homologado, o 12h19min34s entrará oficialmente para a história como o novo recorde mundial feminino das 100 milhas.

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Never miss any important news. Subscribe to our newsletter.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *