Do recorde à desclassificação: o gesto que custou caro no 1.500m

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Uma das melhores performances do ano no 1.500m indoor terminou em controvérsia. O atleta de Botsuana Tshepiso Masalela cruzou a linha de chegada em 3:32.55 em um meeting do World Athletics Indoor Tour, na Polônia, estabelecendo um novo recorde nacional. Mas o que parecia ser a maior vitória indoor da sua carreira durou poucos minutos.

Após a chegada, Masalela foi desclassificado por conduta antidesportiva. O motivo foi um gesto considerado provocativo direcionado ao adversário francês Azeddine Habz nos metros finais da prova.

Vitória histórica que virou desclassificação

Masalela havia feito uma volta final forte para superar Habz por apenas um centésimo. O tempo foi o terceiro melhor do mundo na temporada no 1.500m indoor e derrubou o antigo recorde nacional de Botsuana por ampla margem.

No entanto, os oficiais aplicaram a regra TR 7.1 da World Athletics, que trata de comportamento impróprio em competição. Com a decisão, o tempo foi anulado, o título passou para Habz, que havia marcado 3:32.56, e o prêmio em dinheiro também mudou de mãos.

A equipe do atleta africano tentou reverter a decisão, mas o protesto foi negado.

Regras rígidas ou excesso de rigor?

O caso rapidamente dividiu opiniões no mundo do atletismo. Parte da comunidade considerou a punição excessiva, especialmente porque gestos semelhantes já apareceram em outras competições sem gerar sanções.

Em diferentes provas recentes, celebrações comparáveis não resultaram em desclassificação. Isso levanta uma discussão recorrente no esporte: até que ponto a interpretação das regras varia conforme os oficiais responsáveis?

A própria World Athletics conta com centenas de árbitros certificados ao redor do mundo, e a aplicação de normas pode depender do entendimento individual de cada painel técnico.

O impacto vai além do pódio

Para Masalela, a consequência foi pesada. Além de perder o recorde nacional e a vitória, ele viu escapar o maior triunfo indoor da sua carreira até agora.

O episódio reforça uma questão delicada no atletismo moderno: a linha tênue entre celebração e desrespeito. Em provas decididas por centésimos, o espetáculo não termina na linha de chegada. E, às vezes, um gesto pode pesar tanto quanto o tempo no cronômetro.

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