A indústria do esporte vive um momento de forte expansão econômica, mas enfrenta riscos estruturais que podem comprometer seu futuro. Um relatório recente do Fórum Econômico Mundial, em parceria com a consultoria Oliver Wyman, aponta que o setor pode deixar de gerar até US$ 1,6 trilhão em receitas globais até 2050 caso fatores como aquecimento global e aumento do sedentarismo não sejam enfrentados.
Crescimento projetado convive com perdas potenciais
Atualmente, a economia esportiva global movimenta cerca de US$ 2,3 trilhões por ano. As projeções indicam crescimento consistente, com receitas estimadas em US$ 3,7 trilhões até 2030 e possibilidade de chegar a US$ 8,8 trilhões em 2050. Ainda assim, o estudo alerta que, já nesta década, as perdas anuais podem ultrapassar US$ 500 bilhões se não houver mudanças estruturais.
Quatro grandes segmentos concentram a maior parte das receitas: esporte profissional e de elite, esporte amador, indústria de artigos esportivos e turismo esportivo. Juntos, eles respondem por cerca de US$ 2 trilhões anuais, enquanto áreas associadas como transmissão, games, nutrição esportiva, wearables e serviços especializados somam outros US$ 300 bilhões.
Clima e saúde pública no centro do debate
O relatório chama atenção para o impacto ambiental do setor, responsável por emitir entre 400 e 450 milhões de toneladas de CO₂ por ano. Eventos esportivos de grande porte estão diretamente ameaçados, especialmente os de inverno, que podem ficar restritos a poucos países nas próximas décadas.
Ao mesmo tempo, o avanço do sedentarismo reduz a base de praticantes e consumidores, afetando o crescimento de longo prazo. Segundo o documento, o esporte ocupa uma posição estratégica entre saúde pública e sustentabilidade ambiental, e decisões tomadas agora serão determinantes para a resiliência econômica do setor no futuro.











