Kiplimo entra para a história e domina o Mundial de Cross Country em solo americano

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O World Athletics Cross Country Championships 2026 marcou um capítulo histórico do atletismo mundial. Disputado no dia 10 de janeiro, em Tallahassee, na Flórida, o evento coroou o ugandense Jacob Kiplimo como tricampeão mundial consecutivo no cross country e confirmou o domínio coletivo do Quênia na competição.

Foi a primeira vez desde 1992 que o Mundial de Cross Country voltou a ser realizado nos Estados Unidos, reunindo os principais nomes do fundo e meio-fundo em um percurso técnico, com variações de terreno, ritmo intenso e alto nível competitivo desde os primeiros metros.

Kiplimo faz história e entra em lista lendária do cross country

Na prova masculina sênior, Jacob Kiplimo entregou mais uma atuação dominante. O ugandense venceu com autoridade, completando o percurso de 10 km em 28min18s e se tornando apenas o quarto atleta da história a conquistar três títulos mundiais consecutivos no cross country, ao lado de lendas como John Ngugi, Paul Tergat e Kenenisa Bekele.

O resultado reforça a consistência de Kiplimo em diferentes superfícies e distâncias. Medalhista olímpico nos 10.000 m em Tóquio e campeão recente da Maratona de Chicago, ele inicia 2026 confirmando que segue como uma das referências absolutas do atletismo mundial.

A disputa pelo pódio foi intensa. O etíope Berihu Aregawi ficou com a prata, enquanto o queniano Daniel Simiu Ebenyo completou o top 3, em uma chegada compacta que evidenciou o alto nível técnico da prova.

Ngetich aproveita ausência de Chebet e conquista ouro inédito

Na prova feminina sênior, o destaque foi Agnes Jebet Ngetich. A queniana conquistou seu primeiro título mundial individual, cruzando a linha de chegada em 31min28s após uma corrida agressiva e bem controlada.

Com a ausência de Beatrice Chebet, bicampeã mundial, que não competiu nesta edição, Ngetich assumiu o protagonismo. A vitória representa a consolidação de uma atleta que já acumulava medalhas por equipes e pódios individuais, mas ainda buscava um título solo em Mundiais.

O pódio feminino foi completado pela ugandense Joy Cheptoyek e pela etíope Senayet Getachew, reforçando o equilíbrio entre as principais potências do fundo mundial.

Quênia domina o quadro geral e aponta força para o futuro

Além do ouro feminino sênior, o Quênia foi o grande destaque coletivo do campeonato. O país terminou o Mundial com nove medalhas no total, incluindo uma histórica varredura no pódio da prova masculina sub-20, resultado que chamou atenção pelo domínio técnico e tático.

A atuação sólida nas categorias de base e no revezamento misto reforça a leitura de que o país segue com profundidade e renovação, mirando já o ciclo olímpico rumo a Los Angeles 2028.

Mais do que resultados isolados, o Mundial de Tallahassee deixou claro que o cross country continua sendo um termômetro essencial da força no atletismo de fundo, revelando tendências, novos nomes e atletas capazes de transitar com sucesso entre pista, estrada e trilha.

Pódios – Mundial de Cross Country 2026

Masculino Sênior

  1. Jacob Kiplimo (UGA) – 28:18
  2. Berihu Aregawi (ETH) – 28:36
  3. Daniel Simiu Ebenyo (KEN) – 28:45

Feminino Sênior

  1. Agnes Jebet Ngetich (KEN) – 31:28
  2. Joy Cheptoyek (UGA) – 32:10
  3. Senayet Getachew (ETH) – 32:13
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