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O melhor das maiores maratonas do mundo em 2016

A temporada das World Marathon Majors teve quebra de recorde de participantes, nova premiação especial para os amadores e muita emoção na disputa entre a elite

Por: Adalberto Leister Filho - São Paulo - 24/11/2016
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Divulgação BMW Berlin Marathon / SCC Events

O ano de 2016 foi marcante para o circuito World Marathon Majors (Maiores Maratonas do Mundo, em tradução livre), que é formado pelas provas de Nova York, Chicago, Boston, Berlim, Londres e Tóquio. Tivemos quebra de recorde de participantes, jovens fazendo história nos 42,195 km e, como sempre, boa presença de brasileiros. A seguir, apresentamos um resumo do que aconteceu de mais importante nas principais corridas de rua do planeta.

NOVA YORK SOBERANA
A prova segue intocável como a maior maratona do mundo. Esse ano, 51.388 atletas cruzaram a linha de chegada da competição norte-americana. Com isso, o evento superou o próprio recorde e se tornou a maior corrida de 42,195 km da história (a antiga marca era de 2014, que teve 50.530 concluintes). A segunda maior de 2016 foi a de Paris, que não faz parte das Majors, com 41.708 corredores. Chicago aparece em terceiro lugar, com 40.608 participantes, seguida por Londres (39.072), Tóquio (36.150) e Berlim (36.054).

BRASILEIROS PELO MUNDO
Exatos 1.944 corredores do nosso país completaram uma das Majors em 2016. O número pode ser considerado alto se levarmos em conta que a Maratona do Rio, maior prova de 42 km do Brasil, teve 5.507 concluintes. Berlim, a mais rápida do mundo, é também a mais popular entre os brasileiros, com 765 concluintes. A seguir vêm Nova York (519), Chicago (458) e Boston (122). As Majors com menor participação nacional nesta temporada foram Londres (34) e Tóquio (46). Isso talvez se justifique pela dificuldade para conseguir uma inscrição para correr na Terra da Rainha e a distância do país asiático.

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CRESCIMENTO FEMININO
Provas longas atraem cada vez mais mulheres. Apesar de nas Majors os homens ainda serem maioria, as corredores começam a ocupar espaço cada vez mais significativos, principalmente nos EUA. Em Boston, Chicago e Nova York, o pelotão feminino já corresponde a 46% dos concluintes. Se o crescimento da participação das mulheres seguir assim, em três ou quatro anos elas devem ultrapassar os homens. Na outra ponta da estatística, Tóquio aparece como a mais machista das maiores maratonas do mundo: apenas 22% das participantes foram mulheres. Berlim não fica muito atrás, com 26% de garotas.

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A medalha para quem completar as seis Majors

PREMIAÇÃO PARA OS AMADORES
O World Marathon Majors sempre foi focado aos competidores de elite. O circuito oferece 1 milhão de dólares ao atleta que obter a maior pontuação na temporada (a vitória em uma prova vale 25 pontos, o segundo lugar 16 e por aí vai…). Mas, em 2016, os organizadores decidiram criar uma premiação especial para os amadores. Agora, qualquer pessoa que completar as seis maratonas receberá uma medalha especial (foto). Para obter a premiação, não é necessário fazer as provas em um mesmo ano. Inclusive, são válidas participações nas corridas de 2006 para cá (exceto em Tóquio, que só é aceita a partir de 2013, quando o evento entrou para o circuito).

 

JOVENS NA ELITE
Em um passado não muito distante, a maior parte dos atletas profissionais focava nas provas de 5.000 m e 10.000 m no início da carreira e passava a correr maratonas só quando ficavam mais velhos. Mas esse cenário mudou bastante na última década. Devido à alta premiação em dinheiro oferecida nos 42 km, muitos jovens passaram a se destacar na distância. Prova disso foi o triunfo de Ghirmay Ghebreslassie em Nova York. Aos 20 anos, o eritreu se tornou o corredor mais novo a vencer nas ruas de Manhattan, superando o feito de dois ídolos norte-americanos: Alberto Salazar, campeão em 1980, e Tom Fleming, em 1973, que estavam com 22 anos na época de suas conquistas.

O resultado de Ghebraslassie não pode ser considerado uma surpresa. Em 2015, com apenas 19 anos, ele foi o atleta mais novo a se tornar campeão mundial da maratona. O segredo para tamanho sucesso? Ele revelou após seu grande resultado na Big Apple. “Para conseguir o que você deseja na corrida é necessário total confiança”, comentou Ghebreslassie. “Tudo o que havia feito nos treinos me ajudou a ficar confiante, tomar as decisões certas durante a prova e chegar em primeiro lugar”, analisou.

A façanha do jovem eritreu não foi solitária na temporada. Boston, que realiza a maratona mais tradicional do mundo (a primeira edição foi em 1897), viu o coroamento de outro “garoto” campeão: Lemi Berhanu Hayle, de 21 anos. Para vencer, o etíope enfrentou concorrência acirrada com o vencedor do ano passado, o compatriota Lelisa Desisa, 26. “Quando vi o Lelisa ficar para atrás, acreditei que ele não iria me alcançar. Não até eu terminar. Sinto tanta felicidade quanto se fosse meu aniversário”, festejou o jovem, que já havia chamado a atenção no ano passado, ao vencer a veloz Maratona de Dubai.

 

VETERANO DE RESPEITO
“Os atletas mais jovens, sobretudo os africanos, estão fazendo marcas expressivas. Mas, para mim, o destaque do ano foi o veterano Eliud Kipchoge, 32 anos. Ele fez a trajetória clássica na carreira: foi campeão mundial dos 5.000 m, em 2003, e só seguiu para a maratona quando se tornou mais velho”, analisa o técnico Ricardo D’Angelo, que treinou Vanderlei Cordeiro de Lima. De fato, aos 32 anos, o queniano brilhou em 2016. Ele conquistou o ouro olímpico no Rio de Janeiro (prova que também conta pontos na disputa pela premiação das Majors). Além disso, venceu Maratona de Londres, em abril, quando cravou a melhor marca  do ano até então (2h03min05s) e ficou a apenas oito segundos de igualar o recorde mundial do compatriota Dennis Kimetto (2h02min57s).

Bekele venceu, mas não bateu o recorde mundial Foto: SCC Events/ Jiro Michizuki

Bekele venceu, mas não bateu o recorde mundial Foto: SCC Events/ Jiro Michizuki

O QUASE RECORDE
O tempo de Kipchoge em 2016 foi superado justamente em outra Major: a Maratona de Berlim. Na edição deste ano da prova, um outro veterano retornou à cena internacional mostrando extraordinária capacidade… Recordista mundial dos 5.000 m e 10.000 m, Kenenisa Bekele, 34, ficou parado por causa de seguidas lesões e voltou com tudo nas ruas alemãs, travando um empolgante duelo com o queniano Wilson Kipsang, ex-recordista mundial dos 42 km.

Os dois completaram a metade da prova em 1h01min11s. Se tivessem conseguido manter esse ritmo, terminariam o percurso 35 seg mais rápida do que o atual recorde mundial. Mas a intensidade da disputa gerou um grande desgaste nos atletas. Bekele venceu a competição, mas cruzou a linha de chegada, no Portão de Brandemburgo, em 2h03min03s. Ele ficou a 6 seg de fazer história e se tornar o maratonista mais rápido do mundo. “O tempo foi fantástico e estou feliz por ter quebrado o recorde etíope (2h03min59s). Mas um pouco desapontado, já que não bati o recorde mundial. Espero voltar aqui novamente para ter uma segunda chance”, acrescentou o corredor. Nós também esperamos ansiosamente por seu retorno em Berlim no próximo ano, Bekele. E por toda as outras World Majors Marathons de 2017, que certamente serão emocionantes.

 

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