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Superação com o esporte

Problemas cardíacos, câncer, AVC… Tudo isso foi superado por Rodrigo Vieira nos último 10 anos

Por: Olavo Guerra - São Paulo - 20/06/2014
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superacao

Foto: Arquivo pessoal.

Superar desafios não é fácil. Quando envolvem a vida de outras pessoas – além da sua própria – tudo fica ainda mais complicado. Os últimos 10 anos da vida no analista de TI Rodrigo Vieira, de 34 anos – do Rio de Janeiro –, foram cheios de surpresas – boas e ruins. Porém, com a ajuda do esporte, que pratica desde o ano passado, ele tem se superado.

Tudo começou em 2004. “Minha namorada e futura esposa na época, Ana, me ligou se queixando de dores na região do coração. Fomos ao médico, que pediu alguns exames para ela e, com muito custo, para mim também”, lembra. Ambos fizeram tudo o que o especialista pediu. “O diagnóstico dela era simplesmente estresse, enquanto o meu foi bem mais grave. Tinha uma insuficiência na válvula aórtica”, explica. Em três meses, Vieira teve que operar. “Foram 30 dias internado, com vários remédios, antibióticos e outros medicamentos. Tive uma depressão profunda, mas, felizmente, tudo passou e consegui me recuperar.”

O analista seguiu sua vida. Casou e vivia feliz com sua esposa. Entretanto, duas notícias – descobertas no mesmo dia – abalaram Vieira. “Minha avó Gina havia falecido e foi constatado câncer no intestino da minha mulher.” Ele descreve o fatídico dia. “Chorava a morte de minha avó, mas precisava dar forças para a minha amada. Não foi nada fácil”, comenta.

Ana, sua esposa, foi operada no intestino e no fígado – onde havia uma metástase da doença. Os médicos cogitavam de duas a três quimioterapias, mas Ana já estava na sétima sem que o problema fosse solucionado. “Tentamos de tudo: trocamos de médico várias vezes, fomos para São Paulo, enfim. Nos restava rezar muito.” Infelizmente, Ana não resistiu e faleceu.

Mais uma vez, Vieira precisava recomeçar a sua vida. “No começo, foi muito duro, mas precisava superar isso.” Ele precisou de antidepressivos e fez tratamento psicológico e, graças a seu esforço, deu fim à depressão. Voltou a trabalhar novamente e entrou para uma nova faculdade, de publicidade e propaganda.

Em 2011, a vida resolveu testar, mais uma vez, a capacidade de superação do analista. Com 31 anos na época, ele sofreu um acidente vascular cerebral (AVC). “Fiquei quatro dias na cama de um hospital sem saber o que tinha e, por sorte, meu irmão e cunhada vieram de Brasília e perceberam a minha boca um pouco torta. Fui para um outro hospital e os médicos identificaram o problema.” Ele foi tratado e, como das outras vezes, contornou o problema.

No ano passado, o último dos desafios: Vieira sofreu mais um AVC. Desta vez, identificado de maneira mais rápida e, de novo, superado.

Depois de tantos obstáculos, Vieira mudou sua rotina e procura aproveitar cada segundo de sua vida como se fosse o último. “Entrei para uma academia, comecei a correr, faço trilhas na Floresta da Tijuca, pratico arvorismo, rapel, além de ir ao cinema, museus, restaurantes, enfim. Faço tudo o que o Rio de Janeiro pode me oferecer.”

Com a saúde em dia, muito por conta da ajuda da entrada do esporte em sua vida, o analista descobriu um novo hobby: escrever. “Sou um apaixonado pela leitura e, depois do meu segundo AVC, comecei a escrever. Suas histórias podem ser lidas em seu blog.

Sua história inspiradora pode ser vista também neste vídeo:

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