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Diário de um pacer

Dennis foi marcador de ritmo na Asics Golden Run Brasília e revela como é a emoção de ajudar outros corredores a alcançarem suas metas

Por: Cesar Candido dos Santos - São Paulo - 21/11/2016
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Foto: Flávio Nascimento/ Iguana Sports

Foto: Flávio Nascimento/ Iguana Sports

Apesar de ser um esporte individual, o espírito coletivo impera na corrida de rua. Nas provas, não é raro ver diversas demonstrações de companheirismo, mesmo entre atletas que nunca se viram na vida. Pessoas que terminam o percurso de mãos dadas, dão força no trajeto, compartilham água e até sacrificam seu resultado final para ajudar alguém. O empresário Dennis Rodrigues, 35 anos, é mais um entre tantos corredores que considera um privilégio poder contribuir para que outras pessoas  atinjam seus objetivos na corrida.

Durante meses, o paulista treinou firme para a Asics Golden Run Brasília, realizada dia 13 de novembro. O objetivo dele não era bater seu recorde pessoal ou algo do tipo, mas ser um dos pacers da prova e auxiliar os corredores a completarem os 21,097 km em menos de 2h (ritmo de 5min40s/km). A recompensa disso? Dennis conta a seguir.

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“Comecei a correr em 2014, para perder um pouco de peso e ter mais qualidade de vida. Nesse período, já fiz provas de 5 km (21min), 10 km (44min), 21,097 km (1h36min) e 42 km (3h54min). Além de tentar me superar e evoluir sempre, uma das coisas que me atrai na corrida é a possibilidade de tentar ajudar outras pessoas a baterem suas metas. Esse sentimento surgiu, principalmente, depois que segui um pacer por alguns quilômetros em uma meia maratona, no ano passado. 

pacer-@dennisrsSer pacer não é algo simples. Junto com o balão indicador de ritmo, vem a enorme responsabilidade de levar inúmeros corredores até seus sonhos. Qualquer erro pode prejudicar o objetivo de pessoas que se dedicaram para cumprir todos os treinos. Na primeira vez que fui pacer, na Asics São Paulo City Marathon, fiquei bastante preocupado e nervoso por causa disso. Não sabia se iria conseguir manter o ritmo em todo o percurso, mas tudo deu certo. Por isso, cheguei mais confiante e tranquilo para a Asics Golden Run Brasília. Sempre bate uma ansiedade. Mas nada além do normal. 

EMOÇÃO NOS 21K 
A sensação na Capital Federal foi uma das melhores que já vivi. Desde a largada, formamos um grande pelotão para cruzar a linha de chegada em menos de 2 horas. A meia maratona foi recheada de desafios: descidas, pequenas subidas, curvas, poças d’água e uma forte chuva. Alguns corredores não conseguiram acompanhar o ritmo por causa dos obstáculos e desistiram. Mas muitos seguiram firme e não desanimaram nem com a tempestade que caiu.  

Um dos momentos mais marcantes da prova foi quando uma garota que estava acompanhando nosso grupo começou a caminhar e pensou em desistir. Insistimos para que continuasse correndo, pois dava para ver que ela ainda tinha condições. Peguei um isotônico e ofereci a ela. A garota não só se recuperou como conseguiu terminar a corrida na minha frente! No final, a Carol, outra pacer sub 2h que estava comigo, deu sua camiseta de presente à atleta, como forma de reconhecimento pela superação.      

Houve também uma senhora um pouco mais velha que chamou a atenção pelo ótimo condicionamento. Sempre que eu perguntava como ela estava se sentido, a reposta era: ‘Ótima!’. Por volta dos 17 km, sugeri que apertasse o ritmo, pois parecia ter fôlego de sobra. Ela fez isso e foi embora… Já nos últimos quilômetros, um corredor se aproximou e disse que eu estava o arrastando, literalmente. Ele sentiu cãibras e fez muita força para continuar, mas não deixou de lutar. Ao cruzar a linha de chegada, um rapaz me abraçou e disse que não acreditava ter conseguido. Outro comentou comigo depois: “Pensa em um balão difícil de perseguir. Após seis meias maratonas, finalmente fiz minha primeira sub 2 horas. Muito obrigado!”  

A RECOMPENSA
Entre tantos corredores que permaneceram no meu grupo ao longo dos 21,097 km, um chamou bastante atenção. Ele estava muito bem treinado e tinha condições de fazer a prova mais rápido. Porém, ficou junto com a turma sub 2h. Ia buscar isotônico e água para as pessoas que estavam com dificuldade e ajudou o tempo todo, feliz da vida. Talvez, você se pergunte: “O que leva uma pessoa a correr mais devagar do que pode e renunciar fazer o seu melhor em uma prova?”. A resposta é simples. Auxiliar outras pessoas, ver a superação delas e receber o agradecimento por levá-las a seu objetivo é tão gratificante quanto bater um recorde pessoal. É esse o sentimento que move um pacer.”  

Tchau Brasília, missão cumprida! 🎈🏃🏻Hora de voltar pra casa 👊🏼 . Want It More, Brasil 🇧🇷 .    Uma foto publicada por Dennis Rodrigues (@dennisrs) em

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