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Corpo perfeito

Ex-gordinho, personal trainer vira o jogo contra a genética e é eleito um dos cinco corpos mais bonitos do mundo

Por: Redação - São Paulo - 02/08/2013
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rodrigo

Foto: Arquivo pessoal.

Rodrigo Sangion, 35 anos, personal trainer de São Paulo, tomou, há cerca de um ano, uma decisão radical: fazer com que seu corpo chegasse perto da perfeição. Ele, que era gordinho na infância, tem pai obeso e sempre conviveu com o efeito sanfona, resolveu enfrentar a genética para vencer esse desafio.

Em junho deste ano, foi premiado pelo seu esforço e espírito de superação. Representante brasileiro no Fitness Universe Weekend, campeonato nos moldes de um concurso de beleza, realizado pela ESPN, em Miami (EUA), ele obteve a quarta colocação, competindo com 60 rapazes de todo mundo – muitos deles bem mais novos.

O personal trainer concorreu na categoria Model Universe Classic, em que a definição muscular, sem exageros, é um dos quesitos mais importantes na avaliação dos jurados. Rodrigo se preparou por três meses para essa competição. Treinou musculação e fez condicionamento aeróbico diariamente. Às vésperas da disputa em Miami, chegou a treinar até três vezes por dia. Não bastasse isso, fez uma dieta rigorosa a base de batata doce, carnes magras e verduras. Tinha horário certo para comer, inclusive nos finais de semana.

Como havia exame antidoping no concurso de Miami, se tivesse feito uso de anabolizantes esteroides, substâncias ilícitas que facilitam o ganho de massa muscular, o brasileiro seria desclassificado. A mudança, portanto, foi na raça. Mesmo porque ele é contrário ao uso de tais substâncias.

Além de ter sido eleito um dos cinco corpos mais perfeitos do mundo, Rodrigo venceu a batalha de longa data ao baixar a gordura corporal para 10%, ou seja, perder 16 Kg de gordura. Ao mesmo tempo, adquiriu 6 Kg de músculos. Antes de começar a treinar, tinha 90 Kg. Chegou aos 80 Kg, perfeitos para a sua altura de 1.80 m.

Rodrigo fala de sua façanha e de como conseguiu vencer a genética que apontava para o sobrepeso:

O que foi mais difícil na sua preparação para o campeonato?
Lidar com a insegurança. Não sabia se conseguiria estar no mesmo nível dos concorrentes. Daí lembrei que nenhum corpo pode ficar igual ao do outro. Passei a focar só em mim, melhorando minhas limitações. Também foi difícil abrir mão de comer fora e acabei me afastando de meus amigos, pois eu tinha uma dieta controlada. Treino forte e dieta juntos também provocam mau humor e irritação. Mas como ninguém me obrigou a nada, já que isso era vontade minha, controlei o temperamento. À medida que percebia as mudanças no corpo, me sentia motivado a prosseguir.

O que você fazia para driblar a vontade de comer o que não deveria?
Respirava fundo e pensava que era apenas um desejo passageiro e que minha vontade em mudar o corpo era maior. Sem contar a motivação por representar o meu país nos Estados Unidos. Nestas horas, também pensava nos meus concorrentes e imaginava que eles resistiriam a essas tentações e assim ganhariam mais pontos que eu. O mais complicado era a vontade de comer doce e não poder variar muito o cardápio. No caso do doce, tinha que me contentar com gelatina light e panqueca de claras com adoçante.

A dieta era mais complicada do que o treinamento?
O treino também era puxado e às vezes, mesmo estando cansado e esgotado, eu tinha que fazer o que era preciso. De todo modo, a dieta era mais difícil. Depois do treino vinha uma sensação de bem estar que me animava para o próximo.

Como se sentiu após o campeonato e com o bom resultado obtido?
Fiquei com a sensação de dever cumprido, de alívio. É bom saber que superei vários obstáculos e obtive sucesso.

Qual o principal ingrediente de quem luta contra a genética para mudar o corpo?
A força de vontade. Todos podem mudar o corpo, mesmo tendo a genética como adversária. Basta ter paciência e focar no objetivo.

Por que você só resolveu mudar o corpo aos 35 anos?
Eu era gordinho na infância. Emagreci e voltei a engordar. Ficava sempre nesse efeito sanfona. Mas quando amadureci a ideia de mudar essa sina, fui em frente. E isso, infelizmente, só aconteceu há pouco tempo.

Houve alguma situação em sua vida em que você se sentiu constrangido por ser gordinho?
As pessoas esperam que um personal trainer tenha corpo sarado, ainda que conhecimento não deva ser avaliado pelo físico. Mas sempre existia essa cobrança alheia que, aliada à minha insatisfação, fez com que eu entendesse que era hora de mudar. Uma vez não consegui ficar à vontade na praia com o meu corpo e inventei que estava com alergia para não tirar a roupa. Também foi chato quando a amiga de um aluno disse que ele tinha um corpo melhor que o do professor. Então, pensei comigo: “Preciso virar esse jogo”.

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