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Emagreça sem comprometer a saúde

Quem pensa que sair correndo é a melhor maneira de abandonar os quilos a mais está enganada

Por: Daniel Braz - São Paulo - 04/06/2014
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Foto: Thinkstock.

Foto: Thinkstock.

Quando uma mulher escolhe a corrida ou a caminhada como esporte para se tornar uma pessoa mais saudável e perder peso, a melhor maneira de obter bons resultados dessa iniciativa é procurar profissionais capacitados e que possam orientá-la sobre o que fazer. Por isso, o SUA CORRIDA mostra a você o raio X das consultas a quatro áreas cruciais para quem está querendo se livrar do sobrepeso ou da obesidade: treinador, psicólogo, endocrinologista e nutricionista esportivo.

NO CONSULTÓRIO DO “ENDÓCRINO”

De acordo com o endocrinologista José Marcondes, do Hospital Sírio-Libanês, a maioria das mulheres que procuram um médico não está disposta a fazer exercício. “Se quer fazer um treinamento esportivo, já percorreu metade do caminho para conseguir emagrecer”, afirma o médico. É no consultório que a futura corredora saberá se está obesa ou com sobrepeso. “Geralmente, usa-se o teste do índice de massa corpórea (IMC), mas o mais preciso dos exames é a densitometria corporal total, que só é solicitada em alguns casos”, explica.

As recomendações

1. Primeiro, é preciso saber se a paciente está obesa ou com sobrepeso. Depois, é necessário diagnosticar possíveis consequências desse excesso de gordura, como diabetes, colesterol alto e hipertensão.

2. Se existe histórico familiar de doenças geradas por excesso de peso, será conveniente ter atenção.

3. É fundamental que seja encaminhada ao nutricionista e que seja orientada a realizar a atividade física com acompanhamento para evitar lesões.

NO DIVÃ DO PSICÓLOGO

O psicólogo especialista em distúrbios alimentares Marco Antonio De Tommaso acredita que a orientação psicológica em casos de perda de peso é o primeiro estágio a ser negligenciado. “As mulheres sabem que precisam de ajuda, só que não procuram profissionais. E, se ela estiver acima do peso, come por ansiedade. Mesmo com exercícios, ela não vai conseguir emagrecer se não resolver as questões psicológicas”, explica Tommaso, que garante que, para haver emagrecimento saudável, é preciso aliar orientação psicológica, nutricional e física.

O tratamento

1. Autodiagnóstico: o psicólogo vai ajudar a mulher a se olhar no espelho para que ela tenha a certeza de que está acima do peso, não devendo simplesmente sair buscando um ideal de beleza imposto pela sociedade.

2. Estudo do caso: serão levados em conta o histórico da mulher, a idade dela, como era a estrutura física anterior e quais são hábitos que a pessoa tem.

3. Individualizar o caso: descobrir se ela come por ansiedade, compulsão, se faz dietas que não funcionam e orientá-la a adotar condutas mais saudáveis.

À MESA COM A NUTRICIONISTA

A reeducação alimentar é um princípio básico para quem quer ficar de bem com a balança. A nutricionista esportiva Mariana Klopfer recomenda que sejam comidas, no mínimo, três frutas por dia e que nunca se fique mais de três horas sem ingerir nada. “Se a pessoa anotar os horários das refeições e o que comeu nelas ao longo do dia, durante três dias, vai perceber que, na maioria das vezes, ficou muito tempo sem ingerir alimento.”

Mariana também lembra que, nas primeiras semanas da reeducação alimentar, é normal sentir um pouco de fome. “O estômago está dilatado e, como as porções serão menores, serão necessários alguns dias para o organismo se acostumar.”

Na prática

1. O mau funcionamento do intestino pode ser a causa do sobrepeso. Ingerir alimentos mais saudáveis pode resolver esse problema, mas lembre: NUNCA TOME LAXANTE! Ele resolve o problema momentaneamente. O organismo, porém, continua funcionando errado.

2. Divida seu prato em seis partes. Três devem ser reservadas à salada com pouco azeite, duas a cereais e leguminosas e uma à proteína magra. Nunca coma menos de 1.200 kcal por dia e beba, no máximo, 200 ml de água ou suco com as refeições.

3. Se os carboidratos forem cortados da dieta, o corpo se sentirá extremamente cansado nos treinos. O importante é equilibrar as porções. Além disso, nunca se sente à mesa com fome, pois a escolha não será racional.

VARIE O PRATO

A nutricionista Mariana Klopfer preparou opções para você se alimentar corretamente sem comer os mesmos alimentos sempre:

Opção 1

Salada: folhas, tomate e cenoura

Cereais e leguminosas: 2 colheres (sopa) de arroz integral + 1 concha pequena de feijão

Proteína: 1 filé mignon grelhado

Opção 2

Salada: folhas, cenoura cozida e brócolis refogado e levemente temperado

Cereais e leguminosas + proteína: 1 prato raso de macarrão recheado com mussarela de búfala + molho de tomate em pedaços sem queijo ralado

Opção 3

Salada: folhas e legumes ao vapor

Cereais e leguminosas: 1 colher (sopa) de arroz misturado com 1 concha de ervilha e 1 colher (sopa) cheia de milho

Proteína: 1 filé grande de pescada grelhado

NO PARQUE COM O TREINADOR

“Antes de qualquer treino, sempre recomendo uma visita a um nutricionista”, destaca Mário Sérgio Silva, diretor-técnico da Run&Fun Assessoria Esportiva. Ele também lembra que não adianta ter pressa para começar a correr. “O coração se condiciona antes do resto do corpo. então a mulher vai se sentir bem para correr, mas músculos e ossos ainda não vão estar prontos”, adverte o treinador. Não custa lembrar que é fundamental que se use um tênis com bom sistema de amortecimento para evitar lesões.

Dicas de treino

1. Começar caminhando é fundamental. Trabalhar com frequências cardíacas muito altas só aumentará o risco de lesões e desistência. A caminhada é prazerosa  e também proporciona queima de gordura e gera condicionamento.

2. A mulher com leve sobrepeso é capaz de começar um treino de corrida depois de algum tempo. Já as obesas, entretanto, precisam ficar na caminhada.

3. Dietas milagrosas não funcionam para ninguém. Quem emagrece fazendo exercício não sofre com o “efeito sanfona”.

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