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Com gripe, posso correr ou é melhor descansar?

Veja como proceder para não prejudicar a saúde nem os treinos

Por: Marcia Di Domenico - São Paulo - 26/04/2016
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Foto: Thinkstock

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Praticar atividade física, entre muitos outros benefícios, reforça as defesas do organismo e blinda você contra doenças – a gente não cansa de repetir. Contudo, mesmo quem treina regularmente não está livre de pegar uma gripe ou resfriado, ainda mais quando a estação muda e as temperaturas começam a cair. Nessa situação, muita gente se pergunta qual é a melhor coisa a fazer: seguir malhando (quando houver disposição para isso) ou dar um tempo para o corpo se recuperar?

“A gripe é um infecção por vírus e desencadeia um quadro inflamatório no organismo como resposta de defesa ao agente agressor”, diz o médico infectologista Gilberto Turcato Jr., do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. “Nesse momento, expor o corpo à atividade física, que também induz a inflamação a fim de reparar as microlesões provocadas pelo exercício, vai debilitar ainda mais o corpo e exigir que o sistema imunológico trabalhe em dobro.”

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Estudos mostram que treinar em esforço moderado (até 60% do consumo máximo de oxigênio, o VO2 máx, medido por meio de teste ergoespirométrico) reforça a defesa imunológica do organismo, enquanto o exercício acima dessa intensidade impacta negativamente a imunidade porque libera cortisol, substância com ação anti-inflamatória que barra a atividade das células do sistema imune, responsáveis pela proteção do corpo.

A indicação, portanto, é pegar leve na prática, seja na musculação, seja na corrida ou outra modalidade. “Iniciantes e pessoas pouco condicionadas devem suspender a atividade quando perceberem os primeiros sintomas de gripe – dores no corpo e de cabeça, tosse, febre – e retomá-la apenas quando estiverem completamente recuperadas”, recomenda o educador físico Cacá Ferreira, gerente técnico da Cia Athletica. “Quem já é bem condicionado deve reduzir em até 60% a intensidade e o volume (determinados por VO2 máx, frequência cardíaca e cargas usadas no trabalho de força) e aumentar o descanso entre as sessões”, completa.

O risco de não respeitar a necessidade de recuperação do corpo não é apenas a demora para a gripe passar, mas o agravamento dos sintomas – que podem evoluir para complicações envolvendo as vias aéreas baixas (traqueia, brônquios, pulmão) e até pneumonia – e o surgimento de lesões, uma vez que os processos inflamatórios se somam e os músculos ficam mais vulneráveis. Além disso, a ação analgésica das endorfinas pode mascarar a dor e acabar levando ao exagero no treino sem perceber.

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