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Por que corredoras podem parecer mais velhas?

A produção de radicais livres, relacionados ao envelhecimento, aumenta durante a corrida. Mas é possível combater o excesso dessas substâncias no organismo 

Por: Gabriella Albuquerque* - São Paulo - 04/08/2016
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Foto: Shutterstock.

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Durante exercícios de alta intensidade, como maratonas e corridas de longa distância, a atleta pode aumentar o consumo de oxigênio em até sete vezes. O grande problema é que a elevação da queima de oxigênio pode liberar radicais livres que promovem não só o envelhecimento da pele (o que faz a atleta parecer mais velha) como também podem alterar nossa saúde mental e física.

O que são radicais livres?
Os radicais livres são moléculas que produzimos naturalmente no nosso organismo, principalmente em momentos de estresse, exposição à poluição, tabagismo e até mesmo pelo excesso de sol (atenção quem pratica corrida ao ar livre!). Eles são considerados perigosos porque possuem um elétron livre em sua órbita que se liga a proteínas essenciais para nossa saúde mental e física.

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Danos à pele
Um dos efeitos mais visíveis nas maratonistas decorrente do excesso de radicais livres é um rosto mais magro e com aparência envelhecida. Isso acontece porque as reservas de gordura da face são consumidas por causa das longas horas de esforço físico; já as rugas e flacidez surgem porque o colágeno sofre com o processo – os radicais livres ligam-se ao colágeno e promovem seu ressecamento (conhecido como desnaturação proteica). Com isso, o colágeno deixa de exercer uma das suas principais funções, que é a de sustentação.

Esse ressecamento também acontece no ácido hialurônico, molécula responsável por reter a água na pele. Mesmo bebendo muito líquido, não conseguimos fazer o mesmo papel que o ácido hialurônico é capaz (o de segurar até mil vezes o seu peso molecular em moléculas de água). O resultado é uma pele sem luminosidade e com mais flacidez.

Função dos antioxidantes
A boa notícia é que na maioria das vezes conseguimos diminuir os danos provocados por essas moléculas por termos muitos agentes antioxidantes disponíveis, como as vitaminas presentes na alimentação saudável (C, E e A) e os minerais (selênio, zinco, ferro), encontrados em frutas cítricas, castanhas, cenoura, mamão, folhas verdes-escuras, castanha-do-pará, frutos do mar, carnes vermelhas e feijão.

Tratamentos disponíveis
Invista em cuidados caseiros como o uso de cremes noturnos com fator de crescimento (à base de proteínas, ajudam na regeneração e multiplicação das células da pele) ou ácido hialurônico. Seguir uma dieta rica em frutas e verduras e ingerir colágeno hidrolisado intraoral também ajuda a prevenir os efeitos colaterais da liberação de radicais livres.

No consultório: para evitar uma aceleração no processo de envelhecimento da pele, é recomendado o uso de bioestimuladores de colágeno injetável. Os mais conhecidos são o ácido polilático, o ácido hialurônico e a hidropaxiatia de cálcio. Sessões com o laser Fotona também promovem um estímulo mais profundo do colágeno e com a diferença de sua reação pós-laser ser muito menor que o laser de CO2.

*Gabriella Albuquerque é dermatologista do Hospital Central Aristarcho Pessoa, que pertence ao Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro, e coordenadora do Departamento de Laser na Sociedade Brasileira de Dermatologia do Rio de Janeiro. Site: www.gabriellaalbuquerque.com.br

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